quarta-feira, 29 de julho de 2020

29 concursos estão abertos nas principais capitais do Brasil

Os concursos abertos nas capitais do Brasil contemplam vagas para diversos níveis de escolaridade. Vencimentos de até R$ 14.705,52. Confira todos!


CONCURSO PCDF: ESTÁ CHEGANDO A HORA DA INSCRIÇÃO! FIQUE ATENTO!

Os candidatos a uma vaga de agente da Polícia Civil do Distrito Federal já podem comemorar: vem concurso por aí. O Diário Oficial desta quarta-feira (1º) trouxe o edital reservando 1,8 mil vagas, sendo 600 para contratação imediata e mais 1,2 mil para cadastro de reserva. A remuneração atual da função é de R$ 8.698,78.


FOTO: REDAÇÃO TRIBUNA DO DF

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Delmasso pede novamente a nomeação de enfermeiros e técnicos aprovados em concurso de 2014

Nesta sexta-feira (10) o deputado Delmasso (Republicanos) pediu à Secretaria de Saúde (SESDF) a nomeação dos enfermeiros e técnicos em enfermagem aprovados no concurso de 2014, realizado pela referida secretaria


Foto: Rogério Lopes.

Tendo em vista a necessidade de ampliação do quadro de servidores que compõem essas categorias para atuarem no enfrentamento ao novo coronavírus é que o parlamentar intercede por essas nomeações.

No dia 27 de março, o deputado Delmasso encaminhou o ofício 96/2020 ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, com este pedido. O ofício foi respondido indicando que a solicitação deveria ser enviada à secretaria de Saúde, e prontamente Delmasso encaminhou, o ofício nº 257/2020, nominal ao secretário Francisco Araújo Filho.


“Na qualidade de representante do povo outorgada mediante voto popular, encaminho o pleito a esta pasta e solicito manifestação acerca do pedido de nomeação dos aprovados nos cargos de enfermeiros e técnicos em enfermagem no concurso de 2014, para atuarem no enfrentamento do novo coranavírus”, ressalta Delmasso em trecho do ofício.

sábado, 4 de julho de 2020

Delmasso pede a nomeação de Técnicos em Gestão Educacional aprovados no concurso da secretaria de Educação

O vice-presidente da Câmara Legislativa, deputado Delmasso (Republicanos), encaminhou o ofício 248/2020, ao Secretário de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), Leandro Cruz solicitando a nomeação dos aprovados no cargo de Técnicos em Gestão Educacional no concurso de 2016


Foto: José Oliveira.

No início de 2019, a Secretaria de Educação, realizou um estudo para suprir a necessidade imediata nas unidades, e dessa forma, compor ao menos 1/5 (um quinto) dos cargos vagos, que atualmente são 2.834. Foi definido que haveria a nomeação de 499 candidatos para a carreira de Técnico em Gestão Educacional (TGE) que abrangeriam as nomeações de 70 Secretários Escolares e 429 Apoio Administrativo.

Foi estabelecido que as nomeações aconteceriam em duas etapas: 50% em abril e 50% em julho de 2019. As contratações previstas para abril aconteceram conforme previsto pelo cronograma, porém, as nomeações que seriam em julho não, gerando frustração e descontentamento nos que aguardavam pela contratação.

A comissão de aprovados procurou o gabinete do deputado Delmasso, pedindo que os esforços necessários sejam feitos para que as nomeações aconteçam de forma a suprir o déficit e cumprir com o estabelecido, o mais rápido possível.


Delmasso falou sobre o pedido. “ Tenho certeza que esses profissionais estão fazendo falta dentro das escolas e unidades da Secretaria. Uma educação de qualidade é construída com pilares que contam com profissionais de diversas áreas, todos tem um papel fundamental nesse processo.”

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Opinião: Reduzir os salários dos servidores é a solução?



A sociedade brasileira está se despertando para o fato de que as medidas de distanciamento social – necessárias para conter o ritmo de transmissão do coronavírus – vão resultar na maior contração econômica jamais ocorrida na história do país



Por José José Luís Oreiro

Deve-se deixar claro que não existe o dilema entre vidas e economia: todos os países vão sofrer em maior ou menor grau forte queda do nível de atividade econômica, cuja intensidade será tão maior quanto: (a) maior for o período distanciamento social para limitar a transmissão do vírus; e (b) menores forem as medidas de estímulo fiscal e monetário adotadas para atenuar o choque de demanda decorrente do isolamento.

A agricultura e a indústria, pela natureza de seu processo produtivo que exige menor interação pessoal (a interação é homem-máquina, não homem-homem), podem continuar operando de forma mais ou menos "normal" durante o período de distanciamento social, a depender, é claro, do nível de demanda pelos produtos. É o setor de serviços que será duramente afetado pelas medidas de distanciamento social, pois a maior parte das atividades exigem a interação homem-homem, a qual não pode ser inteiramente substituída pelo teletrabalho ou pelo e-commerce. Dessa forma, o risco de desabastecimento de gêneros de primeira necessidade está, por hora, afastado. O grande desafio é, portanto, garantir um volume suficientemente grande de demanda pelos bens agrícolas e industriais durante o isolamento.

As empresas desse setor, confrontadas com a queda das vendas, decorrentes da impossibilidade de interação entre as pessoas, vão fazer demissões em massa. Trabalhadores sem renda não têm como demandar os bens agrícolas e industriais (por exemplo, produtos de limpeza e higiene) necessários para a sua subsistência. Como consequência, a produção de alimentos e produtos manufaturados de consumo semidurável também será atingida com impacto indireto na produção de bens intermediários e de capital. Dessa forma, a produção agrícola e industrial será reduzida, levando assim ao desabastecimento de gêneros de primeira necessidade.

Mas isso não precisa ocorrer. A demanda dos trabalhadores desempregados pode ser mantida por intermédio de transferências de dinheiro por parte do governo. Com dinheiro no bolso, os trabalhadores desempregados poderão continuar comprando os bens de primeira necessidade, sustentando assim a demanda por alimentos e produtos manufaturados.

A questão é como financiar esse programa. Alguns analistas do mercado financeiro sugerem que a conta deve ser passada aos servidores públicos, cuja renda não foi afetada pelas medidas de distanciamento social. O argumento usado é de ordem moral, não econômica. A ideia é que não é "justo" que apenas os trabalhadores do setor privado sejam penalizados com perda de renda. Todos os trabalhadores devem ter a renda reduzida.

O problema com esse tipo de proposta é que ela é, ao mesmo tempo, desnecessária e nociva para o funcionamento da economia. Desnecessária porque o governo, ao emitir dívida denominada em moeda nacional, não possui restrição financeira.

Nociva porque, ao reduzir a renda dos servidores públicos, o governo vai ampliar, ao invés de reduzir, o choque de demanda que estava inicialmente restrito ao setor privado. Em suma, é perfeitamente possível sustentar os empregos e a renda do setor privado sem punir os servidores públicos, muitos dos quais estão na linha de frente de combate à pandemia.


*José Luís Oreiro é professor adjunto do departamento de economia da Universidade de Brasília. Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestre em Economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e doutor pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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