sexta-feira, 3 de julho de 2015

Conteúdo nas redes sociais pode atrapalhar candidatos na hora da seleção

Acessadas por milhões de internautas em todo o mundo, estas mídias viraram mania e atualmente influenciam, inclusive, a vida profissional dos indivíduos

As redes sociais, utilizadas para interagir com amigos e parentes, sobretudo os distantes, atualmente, são monitoradas por muitas empresas, na intenção de avaliar os candidatos às vagas abertas de emprego. A tendência está se espalhando pelo mundo inteiro. De acordo com uma pesquisa realizada pela Reppler, uma consultoria especializada em gerenciamento de imagens nas mídias sociais, 69% dos recrutadores norte-americanos já rejeitaram um candidato devido a informações nos perfis de redes sociais como Facebook, Linkedin e Twitter.

“Antes de mais nada, é preciso ter bom senso e cuidado com a imagem construída no ambiente digital”, afirma o coach Flávio Resende, especialista em Life Coaching. “Considerando o crescimento exponencial nos últimos anos, as redes sociais se tornaram uma ferramenta cada vez mais utilizada para que contratantes observem a coerência entre o que é conversado nas entrevistas de emprego e em como a pessoa se apresenta para os seus ‘amigos’ na internet”, explica o coach.

Esta avaliação é feita a partir das publicações realizadas que diz respeito ao nível de interação, às postagens dos amigos, à profundidade dos temas e ao direcionamentos dos posts. Por isso, também é possível reverter o quadro e usar as redes sociais a seu favor. “É interessante usar esses ambientes para mostrar o nosso conhecimento na área. Por exemplo: se sou consultor de moda, talvez seja legal postar fotos de tendências; comentar sobre a história da moda; sobre design, coloração e estilo. Já para um chef, o foco seria em receitas, dicas de restaurantes e por ai vai”, indica o coach.

O problema é que nem todos os candidatos se sentem confortáveis com essa avaliação pelas redes sociais. Segundo o coach Flávio Resende, existem modos mais eficazes para avaliar os candidato. “A forma como a pessoa manda o currículo; a organização do documento em si; o texto da pessoa; o interesse na entrevista; a pontualidade; a forma como a pessoa se apresenta; entre outros elementos, muitas vezes dizem mais do que qualquer outra coisa. Outro dia, recebi na minha empresa uma candidata a uma vaga que veio acompanhada pela mãe. Num primeiro instante, a impressão que ficou foi de que a profissional era insegura – o que não se confirmou no ato da entrevista. Mas é importante olhar para todos estes elementos, que, somados, podem fazer trazer um verdadeiro raio x do candidato”, explica o coach.

Já para o candidato, não é necessário sair apagando tudo das redes sociais antes de buscar um emprego. O principal em uma seleção é manter a calma e mostrar ao contratante quem você é e quais são seus pontos fortes. Se você tem dificuldades para isso, existem ferramentas que podem te ajudar a chegar ao seu objetivo, como é o caso do Coaching. “Nosso trabalho é apoiar o coachee a alcançar um resultado. Se este resultado for conquistar um emprego, cabe a ambos construírem possibilidades de escolhas que levem a este resultado. Em outras palavras, o coach verá com o coachee o que faz sentido em adotar, em termos de ações, para que se chegue ao objetivo estabelecido”, explica Flávio.

Fonte: Redação.

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