sábado, 13 de junho de 2015

Informática: a nova vilã nos concursos públicos

Fabrício Melo, professor e diretor do Grupo Impacto, dá dicas para que o concurseiro escape das armadilhas da bancas

Se as matérias do Direito e as regras gramaticais não assustam mais os candidatos, as bancas examinadoras foram buscar uma nova aliada para tirar o sono de muitos concurseiros: a Informática.

Apesar da tecnologia ter se popularizado, a complexidade e a variedade de assuntos que o examinador pode abordar faz da disciplina a nova vilã nos concursos públicos. Fabrício Melo, professor da matéria e diretor do Grupo Impacto, exemplifica: “no edital vem cobrando Microsoft Windows. Qual Windows? Versão XP, 7ou 8? Acaba que o candidato tem que ter uma noção de tudo. Um sistema como o Windows tem centenas de ferramentas que o examinador poderá cobrar qualquer uma”.

Contudo, ser um usuário diário não é garantia de sucesso nas provas. Na verdade este é o grande perigo, os candidatos apostam na familiaridade de softwares e funções e deixam de estudar para focar em outras matérias. “A informática para concursos é muito diferente da informática técnica. Sem contar as pegadinhas de interpretação de texto que caem muito, principalmente em provas do Cespe”, lembra Melo.

Para que a disciplina não vire um tormento e atrapalhe os planos de aprovação, é recomendável que o candidato resolva muitas provas e saia do automático quando estiver usando o computador. “Prestar o máximo de atenção para memorizar as ferramentas. Resolver as questões de provas usando o próprio aplicativo ajuda muito também a memorizar as funções”, aconselha o professor.

Dicas para o Concurseiro: 

1- Resolver o máximo de provas possíveis, principalmente do Cespe, pois exige grande conhecimento em interpretação de texto. Resolvendo as provas, o candidato constrói uma linha de raciocínio e passa a estudar o que tem importância.
2- Cuidado com as palavras: somente, apenas, exclusivamente e não. Palavras restritivas e negações deixam a maioria das questões erradas.

3- Atenção com as palavras: possível e suficiente. São palavras que abrem leque de opções. Então a questão fica mais passiva de estar certa. Pois quando vem a ideia de possível ou suficiente significa que o examinador não esta restringindo nada.

4- Não estude somente por materiais teóricos. Dê preferência a livros de questões comentadas. Além de trabalhar a teoria, aborda a prática.

5- Procure ler revistas periódicas ou encartes sobre tecnologia. Costumam cair muitas questões envolvendo atualidades na Informática. Um teste para ver se o candidato está antenado no que está acontecendo. Entre os novos temas que aparecem com frequência: nuvem computacional, crescimento das redes sociais e tecnologias web.

Fuja das pegadinhas: 

1- Comparações entre o sistema operacional Windows e o Linux. Costumam confundir programas e funções de um com o outro;

2- Comparações entre o MS-Office e Libre-Office. Como possuem ferramentas com as mesmas funcionalidades, mas atalhos e ícones diferentes, as bancas tentam confundir o candidato;

3- Trocar funções dos protocolos da Internet (TCP/IP) como cada protocolo tem uma função, Exemplo: SMTP é um protocolo destinado ao envio de mensagens de e-mail. POP: Protocolo destinado ao recebimento de mensagens de e-mail. As bancas colocam esses conceitos invertidos;

4- Na matéria de Segurança da Informação, nunca cair na ideia de que a segurança é absoluta, pois não é. Exemplo: A criptografia é uma técnica 100% segura que concede a confidencialidade dos dados na rede. Errado, pois a segurança é sempre relativa. Não existe nada absoluto nessa matéria.

Fonte: Redação.

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